sábado, 17 de agosto de 2013
Enganos e Acertos
sábado, 10 de agosto de 2013
No outro lado do quarto
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Democracia contra a letargia
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Essa é a liberdade de expressão!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Café na tela
sábado, 19 de janeiro de 2013
O que há no mar?
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Busca
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Campanha para a Secretaria da Cultura de São Luís
sábado, 1 de dezembro de 2012
Oração
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Essa calou os americanos!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Professor
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Amanhecer
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Nosso final é simples, tchau.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
A queda do solar de usher
sábado, 4 de agosto de 2012
Ler o mundo
sábado, 28 de julho de 2012
...Glup.
sábado, 21 de julho de 2012
Lembranças de histórias não contadas
Nunca fui bom em poesias, histórias ou lições de moral. Gostava das simplicidades, dos ditados populares, do “direto ao assunto”. Enrolava-me até para contar um filme. Mas o conto sempre estava em minha mente e eu sempre evitava ver seu rosto pálido, singelo e enganador. Ninguém quer ouvir histórias tristes, desde que sejam reais. O fato e o mero sonho faz parte do que sou e do que penso. Somos todos assim.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Inconformismo
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Não há definições
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Nuances Juninas
terça-feira, 19 de junho de 2012
Alguém Especial
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Tecidos bordados dos céus
Ornamentados com luz dourada e prateada,
Os azuis e negros e pálidos tecidos
Da noite, da luz e da meia-luz,
Os estenderia sob os teus pés.
Mas eu, sendo pobre, tenho apenas os meus sonhos.
Eu estendi meus sonhos sob os teus pés
Caminha suavemente, pois caminhas sobre meus sonhos.”
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Um método perigoso
É um filme preciso, cirúrgico, metódico e sistemático, assim como David Cronenberg. E devastador!, com sua brilhante ideia de mostrar o encontro de Jung e Freud, às vésperas da primeira Guerra Mundial e pós-guerra (e, também, a “guerra” travada entre esses dois gênios). O encontro com Sigmund Freud (Viggo Mortensen) faz Jung ficar entalado entre a interpretação de certas neuroses pelo viés sexual (teoria da qual não discorda, mas acha limitante) e o amor, cada vez mais latente, por sua paciente. Jung experimenta métodos, ensinando a profissão a Sabina e quebrando as próprias regras. E aí vem, como quase tudo na vida, a culpa social, um dos motivos que faz com que qualquer pessoa embarque na loucura.
O cinema de Cronenberg é tão poderoso a ponto de nos presentear com diálogos inteligentes e imagens fantásticas: pontos altos do filme. “Anjos sempre falam em alemão”, diz-se (uma das muitas frases sarcásticas). Assim como “O Prazer nunca é simples”, complementa. A perspicácia das conversas torna o filme sóbrio, adulto e espetacular, mitigando tabus.
É um filme que merece ser visto e revisto. E é aí que eu entro e saio, pondo pulgas atrás da sua orelha, meu caro leitor, feito uma dica para um domingo tão monótono (isso para alguns,quando não tem praia ou um jogo do Mengão, rs) ... Desperte sua simples vontade de falar o óbvio e sentir o comum, pois isto está em falta atualmente.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Pé na lama e sapato na sombra
quinta-feira, 29 de março de 2012
Porque as pessoas que amamos nos decepcionam?

Certa vez, li uma frase de Millôr Fernandes, que dizia: Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem. É exatamente isso! Convivemos, cotidianamente, com pessoas que não conhecemos. Julgávamos conhecer, nutríamos admiração e, de repente, descobrimos que tudo não passou de um engano. Nessa hora, deixamos aflorar os sentimentos mais sombrios que existem.
Quanta decepção!Não consigo entender como algumas pessoas possuem certa facilidade em ferir, magoar, ofender, rotular as outras. E o que é pior: agem pelo "instinto" e não se arrependem de tamanha maldade. Não percebem que agindo assim, transformam completamente o dia daquela pessoa, causando-lhe profunda dor e sofrimento. Que bom seria se praticássemos mais a linguagem do afeto, do carinho, do amor, para que não surgissem discussões que só trazem infelicidade, raiva ou conflito para ambas as partes.Demorei uma vida inteira tentando aprender a "ler pessoas". Já me enganei, me decepcionei, inúmeras vezes...
Criei expectativas demais, esperei demais delas e, infinitas vezes, elas simplesmente não corresponderam. Hoje, sou do tipo de pessoa que tem pouquíssimos amigos, mas os poucos que tenho são fieis e verdadeiros. Daquele tipo de amigo que me defende com unhas e dentes porque me conhecem verdadeiramente. Aceitam e respeitam meus defeitos e destacam minhas qualidades. Porque defeitos todos nós temos e apontar defeitos é muito fácil, difícil mesmo é reconhecer as qualidades do outro. E, mesmo com todas as decepções ao longo do caminho, posso afirmar que não excluo ninguém da minha vida, apenas reorganizo as posições e inverto as prioridades.A gente aprende a amar, facilmente. Mas como deixar de amar, de gostar, de admirar? Deixar um sentimento verdadeiro para trás é tarefa árdua. A dor é inevitável. Mas essa ruptura, mais cedo ou mais tarde será necessária. Se você não se sente valorizado pelo outro, não vale a pena insistir na amizade, no relacionamento. É chegada a hora de se libertar.
Refiro-me a liberdade de sentimentos. É possível sim, conviver com esse “tipo de gente” sem ter que se igualar a eles. Um primeiro passo seria assumir uma postura do tipo "eu me junto, mas não me misturo", e ter o cuidado de usar as palavras a seu favor, não como pedras que machucam, mas como afagos, procurando “abraçar” as pessoas ao seu redor através de suas palavras. Palavras dos sentimentos.E para definir melhor esse meu momento “decepção”, nada melhor que deixar registrado aqui, as palavras dos sentimentos de uma grande mulher, que me acompanha há muito, muito, tempo.“Não sei amar pela metade… Não sei viver de mentiras e nem sei voar de pés no chão… Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre… Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou sempre seguir meu coração…
Não tentem me fazer ser quem não sou e não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente…”
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Arte de escrever nada

Nada e Tudo. É isso o que eu tenho a escrever. Temas diversos e variados, notícias, modismos e clichês. É sobre isso que sou cobrado quando me veem na rua e questionam sobre este blog? Não, ou pelo menos espero que não. Pouquíssimas pessoas me perguntam sobre este suposto diário eletrônico (odeio esta definição). A questão é o porquê das perguntas? (São ‘pouquíssimas’ pois são realmente poucas as pessoas que leem o meu blog). Bem, sei que não o fazem por “maldade” no sentido de ver minha reação ou, de certa forma, o constrangimento que me persegue desde sempre. Não! Essas pessoas perguntam: “Iaí, cadê o blog? Não escreveu mais?”, pois leem o mesmo, e por isso sou grato. Outras até erram o nome dele, por confusão com o jogo de palavras ou, no que eu prefiro acreditar, por escárnio mesmo. Não culpo, nem condeno. O mundo é o sistema, engloba a todos, e, assim, somos todos simplesmente “amansados” pelo cotidiano. Não temos tempo para nada de importante (ou pelo menos para aquilo que realmente importa), e temos tempo para tudo, talvez eu faça, talvez não, talvez eu escreva amanhã, talvez fique para a próxima.
Estou disposto a estar cansado e cansado de estar disposto. Não há regras com os pensamentos, por isso não escrevo sempre.
A instantaneidade não é programada, é rotinizada e vulgarizada, por isso não escrevo, meus amigos. Não por soberba, nem por preguiça, mas simplesmente porque tem sentido naquele momento.
E agora, treino a arte de escrever nada.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Ciclos

domingo, 4 de dezembro de 2011
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não deveria...

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem outra vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha pra fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o Jornal no ônibus porque não pode perder o tempo de viagem. A comer sanduíches porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz aceita ler todo dia, de guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios, a ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar por ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável, à contaminação da água do mar, à lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galos na madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só o pé e sua o resto do corpo.. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto acostumar, se perde de si mesma.
sábado, 29 de outubro de 2011
Justiça cega, surda e muda

“Para a sociedade, bandido bom é bandido morto”. Essa é uma das frases que compõem o filme Tropa de Elite 2, de José Padilha. Traz à tona apenas aquilo que existe, e que bate à nossa porta, mas ninguém trata com sinceridade: A revolta civil perante a criminalidade, não apenas no RJ, mas, também, no Brasil como um todo.
Manchetes em jornais, TV, internet, o que vemos é uma carnificina ao vivo financiada pela alta cúpula da administração pública; justamente daqueles que deveriam zelar pela segurança, mas o fazem sempre em troca de algo, no caso, propina, aluguel, drogas, poder. Sai a figura do traficante e entra o lobo travestido de ovelha: a milícia. O Comando e controlador das comunidades, onde a “segurança pública” tem preço, mas não tem vez, nem voz!
No ano de 2010, as facções (termo semelhante ao usado com os diversos grupos de traficantes) dominaram 42% das favelas do RJ. O revoltante não é apenas a vassalagem nas favelas brasileiras, mas é saber que o financiamento de toda essa barbárie provém dos governantes, que, em troca de favores, tornam-se falsos heróis pois "libertam" a comunidade do tráfico (entre os pobres), mas perpetuam o crime entre as paredes dos salões nobres das assembléias legislativas, onde o povo apenas vê passivamente, mas, como na favela, não consegue gritar por socorro.
O “Sistema” existe sim! É forte e silencioso! Destrói famílias, favorece poucos em troca da vida de muitos e está incorporado a aquilo que somos como brasileiros, vítimas e bandidos ao mesmo tempo. Todos nós! Não há Direitos Humanos que resista ao sistema. Não há paz que se comprometa com o ego humano.
“O homem é mal por natureza” já dizia Maquiavel.























